segunda-feira, 28 de abril de 2014

Catacumbas de Kom El ChuqafaAs catacumbas situam-se no quarteirão de Kom El Chuqafa, Karmouz, ao lado oeste de Alexandria. É um cemitério único no Egipto em termos de desenho que pertence à Época Greco-romana e foi conhecido então como "Tolofus Kiramikus" que significa " Pilha de fragmentos de pratos", em árabe Kom Al Chuqafa. Conforme o costume dos gregos antigos quando visitam o cemitério dos familiars e amigos ficam ali um certo período e tomam uma refeição em pratos humildes de barro cozido. E ao acabar a comida, e para evitar o mau agouro eles quebram tais pratos fora do túmulo. Portanto ao longo das centanas de anos uma pilha ou colina de pedaços daqueles pratos quebrados foi formada e acumulada sem ordem, o que deu o nome a todo o bairro actual, Kom El Chucafa. É um cemitério datado-fundamentalmente- ao século I d.C e foi usado depois até o século VI. d.C. Originalmente foi usado como um túmulo privado ou familiar e logo foi transformado em um cemitério público. As Catacumbas foram descobertas por acaso em 1900 quando caiu um pé de burro de calés numa fossa no sítio, mesmo as escavações ali se iniciaram desde 1892. As Catacaumbas contêm três andares escavados na rocha, mas infelizmente ainda o primeiro andar esta submergido de água subterrânea o que faz o acesso a esta parte indisponível. A entrada conduz a uma escada de forma espiral constituída de 99 degraus descendendo em torno de um poço cujo fundo ainda tem água subterrânea. Parece que o poço foi usado para facilitar a descida do corpo do morto por meio de cordéis para evitar prejuízos possíveis. As aberturas nos lados do poço foram feitas para admitir a entrada da luz natural o que ilumina os degraus aos visitantes.

                         
                                 
o Poço em forma de Caracol das Catacumbas de Kom El Chuqafa
Ao descer os 99degraus encontra-se um vestíbulo pequeno ladeado de dois nichos escavados na rocha. Cada nicho contém um banco semi-esférico em forma de casco de cavalo e um tecto em forma de ostra. Talvez os dois bancos foram dedicados ao repouso dos visitantes idosos que preferem descansar um bocado ao descer os 99 degraus. Ali também se pode ver a entrada que dirige ao primeiro andar submergido de água até o dia de hoje. O vestíbulo conduz ao segundo andar caracterizado pela existência de uma sala redonda chamada "Rotunda" enquanto que no centro se encontra outro poço com água subterrânea no fundo. O poço da rotunda está rodeado de um muro pequeno chamdo "Parapet " com seis pilares e uma abóbada de pedra. Outrora havia entre os pilares um conjunto de testas humanas de pedra. Algumas destas peças foram achadas no fundo do poço e logo foram tranferidas ao Museu Greco-romano em Alexandria.

                         
                                        
O Triclinium ( ou Sala de comida) nas CatacumbasAo lado esquerdo da Rotunda encontra-se uma sala escvada inteiramente nas rochas sem decoração nenhuma cujo tecto está suportado por 4 pilares. Para além disso, se encontram três bancos imensos de rochas em forma da letra "U". Esta parte do cemitério é conhecida como o "Triclinuium" ou refeitório porque se acredita que no dito lugar os visitantes dos difuntos tomavam a comida ali. De volta à Rotunda se pode ver duas entradas que dão acesso a um corridor em torno da parte principal do cemitério. Ali foram acahdos 300 Loculi, ou cavidades pequenas escavada humildemente nas paredes sem decoração nenhuma. Cada Luculus ou seja cavidade rectangular só foi dedicada a receber um corpo. Por tanto se acredita que as Catacumbas foram transformadas a um cemitério público mesmo originalmente foi desenhada como um túmulo privado.                             
                                                    
 Entrada da Tumba principal
 
A parte principal das Catacumbas consta de uma sala pequena além da câmara mortuária com três sarcófagos escavados em rochas. A sala pequena da entrada desta parte tem dois colunas com capitéis compostos e uma fachada decorada de elementos egípcios antigos alèm de outros greco-romanos. No centro, por cima da fachada, se encontra o disco solar alado ladeado do deus falcão Hórus. Tanto Ao lado esquerdo como ao lado direito se pode ver a imagem da Medusa formidável dentro de um círculo ou escudo repousada sobre um serpente com a coroa dupla tradicional do Egipto. Sem dúvida a Medusa foi um elemento tradicional na Época Greco-romana que serve de protectora do túmulo. Além disso, se encontram duas estátuas esguardadas dentro de dois nichos a ambos os cantos da sala. A primeira representa um homem e a segunda de uma mulher. Ambas as estátuas estão caracterizadas pela mistura entre tradições egípcias e gregas, pois o vestuário e a posição do corpo convêm com as regras egípcias enquanto a forma do cabelo e a técnica realizada nos rostos correpondem com a perspectiva greco-romana.                                                                                                A Meduza em cima de um serpente com a Coroa dupla                                       A câmara mortuária está escavada inteiramente nas rochas possuíndo três sarcófagos dentro de três nichos escvados também do mesmo material. É curioso notar que tanto a caixa do sarcófago como a tamba foram feitas de uma pedra monólita, portanto se acredita que o corpo do morto foi enternado no sarcófago por trás, fazendo uma abertura na parede posterior e mais logo foi bloqueada por pedras e argamassa. O sarcófago frontal está decorado de elementos florais, videira, a Medusa, o dues Dionísio, e outras figuras míticas.
                      
             
             Uma figura, talvez o rei procede um colar a Apis, enquanto está protegido por Isis                  

Na parede frontal há uma cena que demonstra a mumificação. O morto está deitado numa cama funeral em forma lionina, enquanto um sacerdote com máscara do deus chacal Anúbis aguardando uma vasa com a sua mão esquerda e toca com a outra mão a múmia. Ao lado esquerdo e ao lado direito encontram-se duas figuras que representam Hórus e Djohoti (Thot) consecutivamente. Djohoti, o deus da ciência e sabidoria está aguardando um cetro com uma mão e uma vasa com a outra mão. Simultaneamente, ao outro lado, Hórus, com cabeça de falcão, está oferecendo o incenso ao morto. O que presta a atenção ali também é a existência de três vasos canópicos (vasos da viscera e os órgãos internos), supostamente são quatro que representam as quatro figuras conhecidas como os Filhos de Hórus. São Im-set, em forma de cabeça humana, Hapi em forma de cabeçã de babuíno e Qebeh-Snw-f em forma de cabeçã de falcão enquanto o deus de cabeça de chacal Dua-mut-f está ausênte na cena !, talvez porque o corpo de Anúbis com a mesma forma de dua-mut-f ocupa o espaço dele e ao mesmo tempo assume a função de ambos os deuses. A cena localizada ao lado direito representa uma mulher levantando as suas próprias mãos em posição de prece recebendo o lotus e uma jarra de um sacerdote. Além disso, há outra cena que mostra um homem ouvindo recitação especial de um sacerdote que aguarda um rolo de papiro, provavelmente são sortilégios a favor do morto no além-mundo.

O nicho direito contém quase elementos semelhantes ao nicho frontal; menos algumas cenas. O que interessa muito ali é uma cena que revela um imperador ou um governante com vestuário egípcio tradicional oferecendo um colar ao deus-touro Serapis. Detrás de Serapis se encontra uma deusa provavelmente Ísis abrindo as suas asas. Chama a atenção também uma cena interessante que ilustra um imperador oferecendo a pluma de Maat, símbolo da justiça a um deus, provavelmente Petah. O nicho esquerdo é uma repetição do nicho direito quer nos elementos decorativos usados quer nas cenas.

                                         
 
                                                          Loculi ou cavidades escavadas para os mortos
De volta a rotunda há uma entrada que dirige a outra parte originalmente separada e independente das Catacumbas conhecida erradamente como a Sala de Caracalla. É outro cemitério que inclui originalmente uma entrada e escada independente. Actualmente é acessível por uma entrada feita na parede da rotunda. É simplesmente uma sala vasta com um conjunto de nichos funerários com sarcófagos e uma série de Loculi- cavidades escavadas na parede para receber corpos- Além de um altar enfrente das escada original há uma montra plena de ossos de cavalos. No tempo da descoberta julgaram que são ossos humanos pertencentes aos jovens mortos no massacre feito pelo imperador Caracalla em Alexandria. Porém na realidade são ossos de cavalos e provavelmente pertencem aos cavalos que ganharam troféus em certas corridas na cidade de Alexandria na Época Romana. Uma hipótese sustentada pelo acahdo de símbolos de Nèmesis, a deusa de desporto para os romanos.
 

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